Em 2026, o Brasil entra em um novo ciclo de transformações movidas pela tecnologia, pela inovação e por políticas públicas robustas. Neste cenário, empresas e governos se unem para escalar soluções que gerem valor social e econômico.
Com expectativas de crescimento do PIB brasileiro em torno de 1,8%, inflação estabilizada e uma taxa Selic em queda gradual, o país ganha fôlego para planejar e investir em longo prazo.
O período 2023-2025 consolidou o maior ciclo de investimentos em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) da história recente. O Fórum Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) executou em média R$ 10 bilhões anuais no FNDCT, somando cerca de R$ 30 bilhões.
Além disso, a Finep liberou R$ 8,39 bilhões até o segundo trimestre de 2025, direcionados a projetos alinhados à Nova Indústria Brasil e ao Novo PAC. Essas iniciativas fortalecem a base para pesquisa estratégica e desenvolvimento de novas tecnologias.
O mercado global redireciona US$ 58 bilhões em investimentos de tecnologia para IA e GenAI, segundo o Gartner. No Brasil, emerge um ambiente onde a segurança de dados, a governança e a sustentabilidade digital ganham protagonismo.
A transição de arquiteturas tradicionais para modelos nativamente digitais reforça a necessidade de eficiência energética em operações de IA e rastreabilidade em sistemas complexos.
À medida que a tecnologia deixa de ser mero centro de custo e se torna alavanca de resultados e competitividade, a gestão de talentos assume papel central. Empresas que comunicam propósito se destacam na atração e retenção de profissionais.
Organizações maduras digitalmente conseguem demonstrar resultados mensuráveis sobre investimentos em IA, favorecendo a confiança de investidores e parceiros.
O Brasil dispõe de potencial para consolidar uma soberania tecnológica em saúde e educação por meio de modelos de linguagem localizados e do fortalecimento de startups nacionais.
Programas de capacitação como Residências em TICs, Hackers do Bem e Bolsa Futuro Digital já formaram dezenas de milhares de profissionais, gerando empregabilidade qualificada e reduzindo desigualdades regionais.
Além disso, a interiorização da ciência e a atração de investimentos privados fomentam o surgimento de polos de inovação fora dos grandes centros, diversificando oportunidades.
Em um contexto de inflação controlada e Selic em declínio, apostar em tecnologia e inovação deixa de ser opção e passa a ser imperativo estratégico. Governos, empresas e investidores devem alinhar esforços para maximizar o impacto dos recursos disponíveis.
O momento exige visão de longo prazo, colaboração entre setores e foco em resultados mensuráveis. Só assim o Brasil poderá capturar plenamente a onda global de transformação digital e construir um futuro mais próspero e sustentável.
Referências