Ao contemplarmos o futuro do Brasil, percebemos que a infraestrutura é o alicerce capaz de transformar sonhos em realidades concretas. Um país com estradas robustas, redes de energia seguras e sistemas de água eficientes abre caminhos para prosperidade e justiça social. Pensar em longo prazo significa construir hoje para que as próximas gerações herdem um Brasil mais competitivo e sustentável.
Em 2024, os investimentos totais em infraestrutura alcançaram R$ 266,8 bilhões, representando 2,27% do PIB. Destes, 70,5% partiram da iniciativa privada, demonstrando confiança e apetite por projetos de grande escala. As principais alocações foram:
Para 2025, a projeção salta a R$ 277,9 bilhões (2,21% do PIB), enquanto 2026 já se aproxima dos R$ 300 bilhões, com 83% de participação privada estimada para o biênio 2024-2025. Esses números superam o pico histórico de 2014, quando o investimento chegou a R$ 240 bilhões a preços constantes.
Desde 2021, observa-se uma ascensão íngreme no setor privado, que domina 83% dos recursos em 2024-2025, contrapondo-se ao período anterior. O setor público, embora aumentando seu aporte de R$ 35-36 bilhões para cerca de R$ 45-50 bilhões, ainda carece de fôlego para atender segmentos como ferrovias e parcerias público-privadas (PPPs).
No saneamento, a evolução é marcante: de R$ 17-18 bilhões anuais em anos anteriores para R$ 31 bilhões em 2024, com previsão de ultrapassar R$ 40 bilhões em 2025. Esse ritmo mostra que, com planejamento e foco, é possível acelerar melhorias essenciais à saúde pública e à qualidade de vida.
O país concentra esforços em eixos estratégicos que prometem reduzir custos logísticos e alavancar a competitividade internacional:
O ABDIB mantém um estoque rigoroso de projetos reais, evitando iniciativas especulativas e priorizando o "Livro Azul" para viabilizar empreendimentos com impacto efetivo.
Apesar dos avanços, ainda estamos abaixo dos 4% do PIB necessários. Faltam R$ 240 bilhões anuais para superar gargalos em transporte, logística e saneamento. Entre os principais entraves estão:
Nesse cenário, a articulação entre agências reguladoras, poder executivo e tribunais de contas (PPI, 2017) surge como divisor de águas. O reforço a estudos de viabilidade e a mitigação de riscos público-privados, com apoio de multilaterais e bancos regionais, torna o ambiente mais estável e atraente.
Os ganhos de consolidar uma infraestrutura robusta se estendem por décadas e impactam diretamente a vida dos brasileiros:
Elevar o estoque de infraestrutura de 35% para 55-60% do PIB exige a manutenção de investimentos em 4% do PIB por 10 anos, mas esse esforço traduz-se em crescimento sustentável e inclusão social.
Segundo a CNI, oito diretrizes devem orientar essa transformação:
Mais de 70% dos recursos vêm de agentes privados, incluindo fundos de investimentos, seguradoras e mercados de capitais. No âmbito público, o BNDES, bancos regionais e multilaterais seguem fundamentais para suportar projetos de grande porte.
Com reservas cambiais robustas e cenário internacional de queda de juros, cresce o interesse de investidores institucionais por ativos de longo prazo e retorno previsível. A chave está em garantir contratos estáveis e regulação clara, oferecendo segurança jurídica e técnica.
Concluindo, investir em infraestrutura é mais do que aplicar recursos: é plantar sementes de prosperidade, gerar oportunidades e garantir que cada estrada, cada linha de transmissão e cada estação de tratamento de água sirvam de ponte para um Brasil mais próspero e justo.
Referências