Em um cenário econômico cada vez mais consciente, transformar o capital em impacto positivo nunca foi tão viável. Investidores no Brasil e no mundo estão descobrindo como aplicar recursos em projetos que não beneficiam apenas o bolso, mas também o planeta e a sociedade.
Os dados mais recentes mostram um panorama de crescimento acelerado e oportunidades robustas. Este movimento conjuga rentabilidade financeira e responsabilidade socioambiental, gerando resultados mensuráveis e duradouros.
Até outubro de 2025, o número de fundos de investimento sustentável (IS) e ESG no Brasil chegou a 269, com um avanço de 6,9% no último ano. O patrimônio líquido dessas iniciativas atingiu R$ 52,3 bilhões, refletindo um aumento de 59%.
Em julho de 2025, os fundos IS registraram R$ 36,8 bilhões em ativos sob gestão, alta de 48,4% em relação a dezembro de 2024 e de 89% frente a julho de 2024. A captação líquida nesse período somou R$ 8 bilhões. O número de contas saltou de 80,4 mil para 149,8 mil, demonstrando o interesse crescente dos investidores.
Grande parte desses recursos concentra-se em renda fixa, com R$ 34,2 bilhões aplicados em títulos verdes, debêntures e CRIs. Esse segmento apresentou um crescimento de 170,7%, impulsionado pela demanda por ativos de baixo risco e alto impacto ambiental.
As perspectivas para 2026 apontam para intensificação de projetos ligados a data centers sustentáveis, economia circular e agricultura regenerativa. A XP listou cinco tendências-chave:
Além disso, iniciativas de economia circular e agricultura regenerativa devem ganhar força. A crescente exigência de métricas em tempo real e sistemas resilientes vai direcionar o fluxo de capital em escala global.
Na Europa, 58% dos gestores já aumentaram suas alocações em fundos de impacto. No Asia-Pacífico, o mercado de dívida sustentável atingiu recordes em 2025. No Brasil, o mix de energias renováveis e o avanço na taxonomia sustentável oferecem vantagens competitivas.
Empresas como Petrobras e Shell Brasil investem em projetos de monitoramento de carbono nos biomas, por meio do Carbon Countdown. Cerca de R$ 100 milhões serão aplicados em cinco anos para mapear estoques de carbono em biomas, com dados públicos e modelagem climática.
O consumo de biodiesel cresceu 9% em 2025, atingindo 9,8 milhões de metros cúbicos. Com a aprovação da Lei do Combustível do Futuro (B16) em 2026, a projeção é de alcançar 11 milhões de metros cúbicos, gerando novos empregos e fortalecendo a cadeia produtiva.
Hoje, 8 em cada 10 brasileiros desejam adotar hábitos mais sustentáveis em 2026. Essa mudança cultural reforça projetos de logística reversa, rastreabilidade de produtos e compliance ESG, exigindo maior transparência das empresas.
Apesar do avanço, os investimentos sustentáveis ainda representam apenas 0,37% do patrimônio total da indústria. Entre os principais desafios estão a fragmentação regulatória, a infraestrutura limitada e o fenômeno do greenhushing, que impede a divulgação completa de resultados.
Para superar essas barreiras, gestores e investidores devem focar em três pilares estratégicos:
Essas ações promovem criação de valor a longo prazo e reduzem riscos associados a mudanças climáticas e políticas. O investimento em infraestrutura resiliente, citado pelo Fórum Econômico Mundial, ganha importância para garantir o sucesso das iniciativas.
O ciclo virtuoso dos investimentos sustentáveis prova que é possível unir retornos financeiros e impacto socioambiental. Ao colocar capital em projetos alinhados com a preservação ambiental e a justiça social, o investidor se torna protagonista de uma transformação mundial.
Agora é o momento de agir. Estude relatórios de materialidade, avalie métricas de impacto e selecione gestores comprometidos com a transparência. A recompensa vai além dos ganhos: é a chance de deixar um legado duradouro para as próximas gerações.
Invista com propósito e faça parte dessa revolução. O planeta agradece, e seu portfólio também.
Referências