Em um momento em que o endividamento atinge patamares históricos no Brasil, é essencial aprender a lidar com o crédito de forma responsável. Conhecer os riscos e as novas regras é o primeiro passo para manter as finanças saudáveis.
Dados recentes apontam que 79% das famílias brasileiras estão endividadas, o maior índice desde 2010. Além disso, 30% permanecem inadimplentes, com contas vencidas sem perspectiva de quitação.
O Banco Central registrou, em outubro de 2025, quase 50% das famílias com dívidas ativas, num cenário de saldo de crédito recorde e juros médios de 59,4% ao ano para pessoas físicas.
Para piorar, o número de consumidores negativados atingiu 80,6 milhões no início de 2026, impulsionado por atrasos de até cinco anos. É um alerta para quebra de orçamento e restrição ao bem-estar.
A combinação de juros elevados e crédito caro pressiona o orçamento familiar. Modalidades como cartão de crédito, cheque especial e empréstimo pessoal concentram as principais dívidas.
Logo após a pandemia, fintechs e novas linhas de crédito não consignado estimularam empréstimos fáceis, porém caros. Muitos lares recorreram ao crédito para despesas básicas, alimentando uma espiral de dívidas sem fim.
Quando as parcelas consomem mais de 50% da renda disponível, a família fica vulnerável a imprevistos. Esse comprometimento de mais de 50% pode comprometer alimentação, saúde e moradia.
As regiões do país apresentam velocidades diferentes de crescimento da inadimplência. No Centro-Oeste e Norte, o aumento anual ultrapassou 15% em certas localidades.
Os setores mais impactados incluem instituições financeiras, contas de água e luz, além do comércio varejista. Para muitas famílias, esses débitos passam a ser prioridade no orçamento.
Com o objetivo de frear abusos, entrou em vigor uma regra que limita a dívida no cartão de crédito a até o dobro do valor da fatura. Isso impede o crescimento indefinido do rotativo, cujo juro chegava a 451% ao ano.
Outra novidade amplia renegociações quando o total de dívidas ultrapassa o mínimo existencial, preservando recursos para necessidades básicas como alimentação e moradia.
Essas medidas refletem uma abordagem consciente e responsável, equilibrando proteção ao consumidor com sustentabilidade do sistema financeiro.
Embora haja expectativa de queda nos juros, o custo de vida e o alto estoque de crédito mantêm o risco de ciclo vicioso em 2026. Por isso, o planejamento financeiro torna-se ainda mais vital.
Ao adotar uma postura preventiva e buscar sempre a abordagem consciente e responsável, é possível vacinar o orçamento contra surpresas e proteger o futuro da família.
Em suma, conhecer as causas, aproveitar as novas regras e aplicar dicas práticas são caminhos seguros para evitar o superendividamento. Planejar hoje garante tranquilidade amanhã.
Referências