Em 2026, empresas e governos operam num ambiente marcado por oscilações constantes. A definição de arquitetura financeira sólida tornou-se essencial para superar desafios e aproveitar oportunidades.
O cenário atual apresenta um ponto de inflexão nas decisões financeiras. O crescimento global desacelera para cerca de 2,4%–2,5%, enquanto a inflação recua para 2,6%, impactada por mercados de trabalho fragilizados e preços de energia mais baixos.
Além dos indicadores tradicionais, persistem incertezas estruturais que afetam todas as economias:
Regionalmente, a Europa avança a ritmo moderado (cerca de 1%), a China desacelera apesar das metas oficiais e a Índia mantém forte dinamismo graças ao mercado interno.
Para navegar num cenário em rápida transformação, as organizações devem adotar novas práticas que otimizem recursos e antecipem riscos.
1. Orçamentação estática perde espaço: o Rolling Forecast se consolida como ferramenta central, permitindo ajustes constantes e maior adaptabilidade.
2. A busca por um crescimento aliado a uma gestão de custos ganha força. Dados indicam que 64% dos CFOs projetam despesas SG&A crescendo menos que receitas, reforçando o foco em eficiência operacional.
3. Margens e spreads permanecem pressionados. Proteger a rentabilidade exige reforço de análises de risco e mecanismos ágeis para decisões rápidas diante de variações externas.
4. Em um ambiente de realidade de juros elevados, a visibilidade em tempo real dos fluxos de caixa e a capacidade de conciliação instantânea tornam-se prioridades estratégicas.
5. Equipes híbridas, com perfis técnicos e analíticos conectados a processos digitais, fortalecem a governança financeira e aceleram a resposta a imprevistos.
6. Critérios ESG deixam de ser apenas complementares e viram um diferencial estratégico no mercado, pois empresas sustentáveis demonstram maior resiliência em crises.
Empresas europeias enfrentam pressões múltiplas: protecionismo, concorrência externa e instabilidade política. Esse contexto gera um ambiente de consumo cauteloso e reticência em investimentos.
O aumento projetado de insolvências globais (3%–4% em 2026) afeta principalmente construção e serviços. Empresas de médio porte estão no epicentro desse movimento, com implicações sociais relevantes.
Os custos de financiamento seguem elevados, enquanto o escrutínio regulatório se intensifica. Integrar critérios ESG nas estratégias de captação torna-se imperativo para acessar linhas de crédito mais vantajosas.
Para melhorar competitividade, organizações devem:
Governos enfrentam o dilema entre prudência orçamental e necessidade de estímulos. A reativação das regras da União Europeia traz maior flexibilidade, mas exige escolhas calibradas.
Investimentos em infraestrutura verde e digital são fundamentais para sustentar o crescimento, mas devem conviver com limites de endividamento. A chave é adotar um modelo de equilíbrio entre austeridade e estímulo.
Transparência e governança eficaz ajudam a restaurar a confiança dos cidadãos e mercados. Priorizar programas de impacto socioeconômico mensurável é essencial para justificar novos desembolsos.
Em tempos de incerteza, a preparação e a adaptabilidade definem o sucesso financeiro. Adotar orçamentação dinâmica, análises preditivas e integrar ESG no coração das decisões são passos decisivos.
Seja no setor privado ou público, a construção de equipes multidisciplinares e o uso de dados em tempo real conferem agilidade e segurança. Assim, é possível transformar desafios em oportunidades e prosperar mesmo em cenários voláteis.
Referências