Em janeiro de 2026, os brasileiros resgataram saques líquidos de R$ 23,5 bilhões da caderneta de poupança, reduzindo o saldo total para R$ 1,005 trilhão. Esse comportamento reflete um dilema clássico: manter a segurança e liquidez da poupança ou buscar alternativas de crédito para acelerar metas maiores, como a compra de um imóvel.
Este artigo explora o funcionamento da poupança, o cenário de crédito atual e apresenta estratégias práticas para cada objetivo financeiro. A ideia é ajudá-lo a tomar decisões conscientes e equilibrar rentabilidade, risco e prazo.
A caderneta de poupança é a aplicação financeira mais simples e tradicional do Brasil. Qualquer pessoa física pode abrir uma conta sem burocracia e começar a depositar valores a qualquer momento.
O rendimento atual gira em torno de Rendimento garantido de 7,5% ao ano, creditado somente no aniversário de cada depósito. Além disso, a poupança oferece:
Com a Selic projetada em Selic projetada em 12,75% ao ano e inflação (IPCA) em IPCA fechado em 4,16% ao ano, o crédito tradicional torna-se caro e restrito. Ainda assim, o financiamento imobiliário via SBPE deve crescer 16% em 2026, chegando a R$ 180 bilhões.
Fintechs e linhas digitais oferecem agilidade, mas com taxas muito elevadas para pequenos tomadores. Já duplicatas poderiam liberar até R$ 3 trilhões em garantias, mas dependem de avanços regulatórios para destravar crédito mais barato às micro e pequenas empresas.
Antes de decidir entre poupança e crédito, é fundamental conhecer os pontos fortes e fracos de cada opção.
Para ilustrar, imagine aplicar R$ 10.000,00:
- Na poupança a 7,5% a.a., em 5 anos você alcançaria cerca de R$ 14.350,00, sem considerar inflação. Já um CDB de banco médio, pagando Selic menos 1 ponto percentual, renderia aproximadamente R$ 15.800,00.
Se o objetivo for segurança imediata, a poupança continua indispensável como reserva de emergência. Mas para planos de médio e longo prazo, alternativas com rentabilidade superior ao IPCA são mais eficazes para preservar e aumentar o poder de compra.
A escolha entre crédito e poupança depende do perfil e da meta: avalie prazo, apetite a riscos e necessidade de liquidez antes de decidir.
Referências